| Distribuição de gás natural no Algarve está atrasada |
| 16-Abr-2008 | |
O director regional de Economia do Algarve disse hoje que a distribuição de gás natural em Faro está "super atrasada", mas acredita que a descida de preços em 11,9 por cento venha beneficiar a operadora no Algarve a captar mais utentes
Em declarações à Lusa, o responsável da Direcção Regional de Economia do Algarve (DREA) explicou que a distribuição do gás natural no concelho de Faro está "super atrasada", apesar de haver projectos financiados no âmbito do Quadro Comunitário anterior que obrigam a concluí-los ainda antes deste ano. "A Medigás está super atrasada em relação a isso [distribuição de gás natural], mas isso é uma questão que teremos de redimir com eles [Medigás], mencionou Leite Pereira, observando que "uma coisa é colocarem os estudos outra coisa é tentar obter clientes". A existência da distribuição de gás quer em botija quer canalizado (propano ou butano) nas casas é a concorrência que a Medigás tem pela frente. O anúncio da descida de preços do gás natural vem, no entanto, "potenciar fortemente" a captação de novos utentes, porque desta forma a operadora pode "publicitar essa descida" em benefício dos clientes que forem da Medigás. A descida de preços pode ainda levar a que outras empresas do ramo também baixem os preços dos seus serviços de gás. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos apresentou terça-feira as tarifas para a venda de gás natural a clientes finais, defendendo que as diferentes variações de preços no país vão permitir uma progressiva harmonização tarifária entre os preços das várias regiões do país. No Algarve os preços do gás natural vão descer 11,9 por cento (pc), indicou a ERSE. No Algarve o gás natural é oriundo principalmente da Argélia e é distribuído pela operadora Medigás, mas actualmente apenas existe distribuição em Olhão, Portimão, Vilamoura e em Faro, não havendo gás natural no interior da região. Faro começou a receber em meados de 2007 gás natural devido à dificuldade em encontrar um terreno no concelho para a instalação de uma Unidade Autónoma de Gaseificação e a solução foi recorrer à central de Olhão. Olhão foi a primeira cidade algarvia a receber aquele combustível. |
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